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COVID-19 (doença do coronavírus 2019), conhecido como 2019-nCoV

Escrito pelo nosso Medical Knowledge Team

Atualizado em

Esse texto é baseado na evolução, ainda que de conhecimento limitado, do novo coronavírus. As informações presentes serão atualizadas, assim que novas forem disponibilizadas.

COVID-19 (doença do coronavírus 2019)

COVID-19 é a patologia resultante da infecção de um novo vírus respiratório (SARS-CoV-2) que foi identificado pela primeira vez em 8 de dezembro de 2019 em Wuhan, Província de Hubei na China, como o responsável pelo surto de doenças respiratórias. Esse nome, COVID-19, foi sugerido pela Organização Mundial de Saúde (WHO) seguindo diretrizes estabelecidas.[1]

Áreas afetadas

No começo, a maioria dos casos foram detectados na China. A Europa e a América do Norte são neste momento epicentros do surto, no entanto, todos os continentes estão relatando um número crescente de casos. O surto de COVID-19 foi declarado uma pandemia pela OMS em 11 de março de 2020.[2]

Causas e riscos

Os coronavírus são um grupo grande de vírus que causam infecções em várias espécies de animais. Os morcegos parecem ser os agentes transmissores do COVID-19, mas os hospedeiros intermediários ainda não foram identificados. [3] Esses vírus também podem ser transmitidos com o contato entre humanos e animais e em alguns casos também entre humanos. Apesar de raro, no passado, os coronavírus foram responsáveis por outros surtos. (MERS-CoV e SARS).

Inicialmente, muitos dos pacientes do surto do COVID-19 tinham como ponto em comum um mercado local de vendas de animais e mariscos – sugerindo que o contágio ocorreu através do contato entre animais e humanos. No entanto, os casos seguintes, dentro e fora da China, não tiveram exposição a animais de mercado, indicando assim a possível transmissão entre humanos.[4]

A doença se espalha de pessoa para pessoa através de pequenas gotículas do nariz ou da boca que são transmitidas quando uma pessoa com COVID-19 tosse ou espirra e pousam em objetos e superfícies ao seu redor. Outras pessoas que tocam nesses objetos ou superfícies se contaminam com COVID-19 ao passar as mãos nos olhos, nariz ou boca. As pessoas também podem se contaminar se respirarem gotículas contaminadas de uma pessoa com COVID-19 que tosse ou espirra próximo a elas. Estudos sugerem que o vírus é transmitido principalmente pelo contato com gotículas respiratórias, e não pelo ar. Embora as investigações sugiram que o vírus possa ser encontrado nas fezes em alguns casos, o risco de transmissão fecal-oral parece ser baixo.[5]

Alguns fatores de risco devem ser considerados como onde você mora, sua idade e sua saúde geral. A maioria dos casos são adultos, sendo 2% com menos de 20 anos. A maioria dos pacientes (80%) apresentou a doença de forma leve e se recuperou bem sem a necessidade de tratamento especial. Cerca de 14% apresentaram doença grave e 5% ficaram gravemente doentes.[6] Aproximadamente 2-3% das pessoas morreram devido à doença.[5]

Sinais e sintomas

Sinais e sintomas típicos incluem febre, tosse seca, fadiga, tosse com catarro e falta de ar. Alguns casos também relatam dor de garganta, dor de cabeça, dores musculares e calafrios.[5]

Os casos mais graves desenvolvem pneumonia grave, síndrome do desconforto respiratório agudo, sepse e choque séptico que podem levar à morte do paciente. Indivíduos com mais de 60 anos e indivíduos com condições crônicas existentes (hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas e câncer) parecem ser mais vulneráveis levando a experimentar a doença de maneira grave e até mesmo a morte.[3][5]

As estimativas atuais do período entre a infecção e o início dos sintomas, variam de um a 12,5 dias, sendo a média entre cinco e seis dias. Embora as pessoas sejam contagiosas quando apresentam sintomas (semelhantes aos da gripe), há indicações de que algumas pessoas podem transmitir o vírus sem apresentar nenhum sintoma ou mesmo antes que ele se manifeste. Se isso for confirmado, dificulta-se a detecção precoce de infecções por 2019-nCoV. No entanto, não é incomum para infecções virais desse tipo, como é também observado no caso do sarampo.[6]

Se você está preocupado com a possibilidade de estar infectado, agora pode usar a avaliação e o verificador Ada COVID-19. Lembre-se de que testes adicionais serão necessários para diagnosticar o COVID-19.

Diagnóstico

Fora da China continental, testes laboratoriais de amostras respiratórias confirmam a infecção por SARS-CoV-2.[7]

Quem deve realizar o teste para COVID-19?[8]

Pacientes com início repentino de pelo menos um dos seguintes sintomas:

  • febre
  • tosse
  • falta de ar.

As recomendações atuais para a realização dos testes dependem do estágio do surto no país ou na área em que você vive. Diferentes áreas têm surtos diferentes, mesmo dentro do mesmo país, e as abordagens à realização do teste serão adaptadas à situação a nível nacional e local.[8]

As pessoas que, nos 14 dias antes do início dos sintomas, preencheram pelo menos um dos seguintes critérios também devem ser testadas:

  • Teve contato próximo com um paciente de COVID-19 (exposição associada à saúde, trabalhado junto das proximidades ou compartilhado o mesmo ambiente de sala de aula, viajado junto em qualquer transporte ou morado na mesma casa).
  • Tenha um histórico de viagens nas áreas das comunidades com transmissões do COVID-19.
  • Trabalhou ou colaborou junto a um estabelecimento de saúde em que pacientes com infecções do COVID-19 estavam sendo tratados.

O que fazer caso você se enquadre nesses critérios?

  • Como as medidas diferem entre os países, entre em contato com a respectiva autoridade de saúde pública para obter orientações sobre o que fazer.
  • Antes de ir ao consultório médico ou à sala de emergência, ligue com antecedência e informe-os sobre suas viagens recentes e seus sintomas e siga as suas orientações.
  • Evite o contato com outras pessoas.
  • Não viaje enquanto estiver doente.
  • Cubra a boca e o nariz com um lenço de papel ou a manga (e não use as mãos) ao tossir ou espirrar.
  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Use um desinfetante para as mãos à base de álcool (contendo pelo menos 60% de álcool), se água e sabão não estiverem disponíveis.[9]

Tratamento

Até o momento, não há tratamento específico para esta doença. No entanto, os infectados com o COVID-19 devem receber tratamento adequado para aliviar e tratar seus sintomas e aqueles com doenças graves devem obter maiores cuidados. Alguns tratamentos específicos estão sendo investigados e serão testados através de um estudo clínico.[5]

Prevenção

Até o momento, não há vacinas que evitem o contágio do COVID-19. Evitar se expor ao vírus é a melhor maneira de prevenir a infecção. Algumas medidas para evitar que o vírus respiratório se espalhe, incluem:

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, use um desinfetante para as mãos à base de álcool (contendo pelo menos 60% de álcool).
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com quem tem febre e tosse.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir a boca ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogue-o no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocadas com frequência.[10]

Para viajantes com destino à áreas afetadas:

Vários países[9][11][12] atualmente recomendam que os indivíduos evitem viagens à China. Se não for possível evitar viajar para a China ou se você já estiver na China, atente-se ao seguinte:

  • Evite contato com pessoas doentes.
  • Converse sobre a sua viagem com seu médico - idosos e viajantes com problemas de saúde subjacentes podem estar em risco de uma doença mais grave.
  • Evite animais (vivos ou mortos), mercados de animais e produtos provenientes de animais (como carne não cozida).
  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos e use um desinfetante para as mãos à base de álcool (contendo pelo menos 60% de álcool), se não houver água e sabão.[9]

Para informações detalhadas, lei o nosso artigo editorial da Ada sobre o novo coronavírus onde as perguntas mais frequentes foram respondidas pelo Dr. Andreas Gilsdorf.


  1. World Health Organization. “WHO best practices for naming of new human infectious diseases”

  2. World Health Orginization. “WHO Director-General's opening remarks at the media briefing on COVID-19 - 11 March 2020”. 11 de março de 2020.

  3. World Health Orginization. “Report of the WHO-China Joint Mission on Coronavirus Disease 2019 (COVID-19)”. 24 de fevereiro de 2020.

  4. Centers for Disease Control and Prevention. “About Coronavirus Disease 2019 (COVID-19)”. 24 de fevereiro de 2020.

  5. World Health Orginization. “Q&A on coronaviruses (COVID-19)”. 9 de março de 2020.

  6. World Health Orginization. “Coronavirus disease 2019 (COVID-19). Situation Report – 41”. 1 de março de 2020.

  7. Centers for Disease Control and Prevention. “Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) Situation Summary”. 21 de março de 2020.

  8. European Centre for Disease Prevention and Control. “Q & A on COVID-19”. 6 de março de 2020.

  9. Center for Disease Control. “Travel Notices: COVID-19 in China”. 17 de março de 2020.

  10. World Health Orginization. “Coronavirus disease (COVID-19) advice for the public”. 18 de março de 2020.

  11. Auswärtiges Amt. “China: Reise- und Sicherheitshinweise (Teilreisewarnung)”. 24 de março de 2020.

  12. GOV.UK. “Foreign travel advice: China”. 22 de março de 2020.